segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Quem é mais importante, Jesus ou meu ego?


Que ele cresça em mim.

O nosso artigo de hoje tratara de um assunto bem polemico, pois estes dias lendo e meditando a palavra de Deus consegui enxergar algo que nunca tinha notado, apesar de sempre ter estado exatamente ali, por isso precisamos ser leitores assíduos da palavra de Deus, pois a cada dia ela fala conosco de uma forma diferente, isso acontece porque ela é viva.
A maior prova disso é que a bíblia apesar de ter sido escrita por pessoas tão diferentes em épocas tão diferentes ainda é tão atual, quando paramos para ler e estudar seus textos parece que eles acabaram de ser escritos, pois ela sempre mexe conosco de alguma forma, às vezes são palavras de animo, mas outras vezes são palavras de repreensão que tem objetivo de trazer de volta aqueles que estão perdidos, mas isto é assunto para outro dia, vamos ao assunto de hoje.
Nosso personagem de estudo de hoje não nasceu por acaso ele foi um presente de Deus, um filho da secura, da infertilidade, hoje falaremos sobre a vida de João Batista e aprenderemos muitas coisas com suas experiências com Deus, iniciemos.

Quem era João Batista?

Apesar dos Evangelhos de Mateus e Marcos também nos falarem sobre João Batista é no Evangelho de Lucas que mais detalhes temos de como ele nasceu.
A bíblia nos diz que seus pais já eram de idade avançada e não tinham filhos e isso para os judeus era algo tremendamente terrível, pois não teriam quem cuidasse de si na velhice, especialmente para as mulheres era constrangedor porque todo o povo a considerava menos que nada, pois na visão deles a mulher servia para dar descendentes ao marido e se ela não fizesse isso, portanto para nada ela era servia.
Vemos que Zacarias era sacerdote diante de Deus segundo a descendência de Levi e que de tempos em tempos ele precisava se apresentar ao templo para cumprir seu período sacerdotal, e foi durante um tempo destes que o anjo do Senhor lhe apareceu e anunciou-lhe o que deveria de haver e por ele ter duvidado em seu interior ele ficou mudo ate o nascimento da criança.
Eles seguiram todos os costumes e no tempo correto apresentaram a criança tudo conforme mandava a lei, mas pelo que podemos perceber pelo que nos narra Mateus em seu capitulo 3 João Batista não era uma pessoa comum veja porque.
(Mateus 3:1) - E, NAQUELES dias, apareceu João o Batista pregando no deserto da Judeia,
(Mateus 3:2) - E dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.
(Mateus 3:3) - Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que disse: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas.
(Mateus 3:4) - E este João tinha as suas vestes de pelos de camelo, e um cinto de couro em torno de seus lombos; e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre.(AA)
Depois do tempo de sua infância já vemos falar dele já adulto que apareceu pregando a palavra de Deus lá no deserto, o interessante aqui é que ele pregava uma palavra de arrependimento dura, firme, contra o pecado e não precisava ficar bajulando ninguém para aceitá-la, porque as pessoas vinham ate ele no deserto, quanta diferença de nossos dias onde é necessário ficar pegando as ovelhinhas da igreja do Senhor no colinho para que elas estejam na igreja, coitadinhas das ovelhinhas do Senhor ficaram tudo manhosinhas e cheias de manias, dispostas a ouvirem apenas o que acreditam ser bom para elas.
Observando a descrição de João Batista podemos perceber que além de precursor do Senhor Jesus ele era um profeta.
Algo que outrora fora tão comum, nesta época o povo estava sem saber o que era um profeta a mais de 400 anos, muitos nem sabiam como era um profeta.
Podemos observar seu jeito serio, de pregar a palavra, sem concessões ou transigências.
Pela narrativa também podemos observar que ele era um nazireu, pelas suas vestes e alimentação, ou seja, um homem diferente daquilo que o povo estava acostumado, talvez alguns deveriam saber como haviam sido alguns profetas como Isaías e Jeremias, mas por já fazer muito tempo aquilo impactou muito o povo que ficou sabendo do que ele fazia.
Porque João Batista pregava um evangelho de arrependimento e conversão dos pecados e aquilo atraia multidões para ouvi-lo pregar a palavra de Deus, mas isso também lhe causava muitas perseguições.
Ele alem de pregar este evangelho do arrependimento também batizava as pessoas algo que os mestre da lei combatiam.
João era destemido tinha certeza a quem ele estava pregando, e muitas vezes enfrentou fariseus e escribas, ali com ele não existia apenas um ritual, as pessoas deviam vir ate ele realmente transformadas mudadas ou como ele mesmo dizia somente depois de produzir frutos de arrependimento.
Cada vez mais o numero de pessoas batizadas por ele crescia e ele ficava mais famoso tanto que ele arrumou problemas ate com Herodes que governava aquela região naquele tempo.
Ele havia se tornado uma pessoa importante, conhecida, tanto que tinha seus próprios seguidores, com certeza você ainda não deve ter entendido o motivo de eu estar dizendo isso, muito menos o sentido do tema da postagem, pois eu já explicarei.
Pois do próximo capitulo em diante tudo começara a mudar na vida deste profeta.

Eis que chegou quem eu anunciava.

(Mateus 3:13) - Então veio Jesus da Galileia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele.
Este verso narra Jesus vindo até ele para ser batizado e logo depois do batismo de Jesus vemos a declaração de Deus que aquele ali era o seu filho muito amado, e neste instante João teve consciência que havia chegado àquele que era mais importante.
Tanto isso é verdade que em certo lugar João declara que “convém ele cresça eu diminua”, ele era um profeta que conhecia muito bem sua missão e nunca se desviou dela.
O motivo de seu estar escrevendo isso é que hoje em dia não é bem isso que temos visto, às vezes fico me perguntando se os homens de Deus de hoje em dia quando chegam ao que consideram como o topo de sua vida ministerial estão dispostos a deixar Jesus crescer e transparecer através deles ou eles desejam ser aplaudidos e ovacionados pelas multidões.
Antes que alguém me pergunte o que isso quer dizer eu explico.
Será que muitos destes filhos de Deus que estão lá no alto comandando grandes ministérios, com alcance no radio, na TV, na internet e tudo mais que temos ao nosso alcance hoje, será que se eles recebessem um convite para ir levar a palavra de Deus em uma igreja pequena, onde seu publico, auditório, ou plateia chamem como achar melhor, fossem apenas algumas poucas pessoas humildes eles teriam coragem de se deslocar ate lá para pregar a palavra para elas.
Digo isso porque já vi isso acontecer em nossa igreja de convidarmos pessoas para pregar e simplesmente o tal missionário, pastor, ou sei que como ele preferia ser chamado, pois não apareceu para a campanha, e o pior mandou dizer que estava doente, e muito mais.
Mas meu questionamento é o seguinte teriam coragem estes homens que vivem rodeados, aplaudidos e bajulados por milhares, de ser como João Batista e mostrar com firmeza que o importante é Jesus e não a eloquência do pastor conhecido, que quem cura e liberta é Jesus e não meias, toalhinhas ou sejam lá o que ainda vão inventar para dizer para as pessoas que aquilo tem poder para ajudá-las.
Será que eles com uma visão de reino estariam dispostos a abrir mão de seus companheiros, seus amigos em favor do crescimento da obra, crescimento este que não lhes daria crédito algum, pois foi isto que João fez disse aos seus discípulos que o importante era eles seguirem Jesus e não ele, e nós somos capazes de dizer aos nossos lideres e liderados que o importante é seguir Jesus e a sua obra ou desejamos que eles nos sigam fielmente de preferência sem reclamar muito.
Não estou criticando denominação alguma nem pastor algum apenas acredito que se conseguíssemos pregar este evangelho de arrependimento de João Batista mostrando claramente para as pessoas que o mais importante é Jesus não teríamos pregadores artistas cobrando cachês altíssimos para usar de sua eloquência para pregar a palavra de Deus, não sou contra a igreja ofertar voluntariamente, mas nós sabemos que não é isso que acontece, na maioria das vezes os camaradas querem mesmo é ter um mínimo estipulado e ainda depois terem o direito de levantar uma oferta.
Não sou contra abençoar homens dedicados apenas acho inaceitável certos exageros que temos presenciado.

Conclusão

Quero concluir com algumas palavras para refletirmos.
Somos capazes de identificar nestas lideranças e em nós mesmos este espírito de reino que alias João Batista demonstrava intensamente?
Ou será que queremos mesmo é ser aplaudidos de pé, ovacionados, ter nossa agenda lotada para pregar de preferência em igrejas lotadas com muitas pessoas dispostas a nos ouvir pregar.
Não acho errado fazer um trabalho para as multidões, apenas não gosto do aspecto de certos homens de Deus se aproveitar da mídia para influenciar as pessoas a pensarem que somente porque ele prega para milhões e aquele pastor abençoado homem de Deus que tira da sua boca para ajudar aquelas poucas ovelhas simples, o que prega para multidão é um super pastor e o outro é um pastorzinho sem unção.
Amados abram os olhos será que podemos mesmo usar este tipo de critério quando falamos do reino de Deus.
O importante mesmo é pregar as verdades do evangelho de Jesus, se para 10 ou 10.000 isso não é importante no reino dos céus, pense nisso.
Alias logo irei abordar a questão das igrejas grandes usarem seu poder para explorar as pequenas, não entendeu aguarde o texto que entrara no ar ainda estes dias, por hoje fico por aqui.
Ate breve e fiquem na PAZ DO SENHOR. 


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