quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

As mentiras que os Cristãos contam: a mentira que estamos transformando o mundo



Lembro-me da época em que ser Cristão era sinônimo de confiança, era sinônimo de comprometimento, de compromisso, de respeito, de honradez de caráter. Lembro de uma época em que comerciantes podiam vender fiado para uma pessoa pelo simples fato dela ser “crente”. Lembro-me uma época em que as pessoas mesmo que não gostassem dos Cristãos, mesmo que não quisesse ser Cristão, ela seria incapaz de fazer piadinhas com o nome de Cristo. Atualmente as pessoas fazem manifestações com simulação de ato sexual ao som de música gospel. Lembro-me de uma época em as pessoas diziam com orgulho que no aparelho de som delas era inadmissível tocar alguma música que não fosse música cristã. Por que até o aparelho de som dela era consagrado a Deus. Hoje as músicas Cristãs são usadas como trilha sonora de novelas e são tocas em bailes onde se cultuam tudo mesmo o Senhor dos Exércitos, e são usadas como fundo musical para simulação de ato sexual (aqui abro um pequeno parêntese: querem seus direitos reconhecidos, mas não querem reconhecer o dos outros).

Mas quem são os responsáveis por tudo isso? Um pergunta simples, possui uma resposta simples: os Cristãos. Nós nos conformamos com este mundo. Tornamos-nos à forma do mundo. Permitimos que o mundo entrasse em nossas Igrejas. Permitimos que o mundo entrasse em nossas mentes, que o mundo entrasse em nossas vidas, mesmo sendo alertados a quase 2000 anos sobre o perigo disto acontecer:

“Sabe, porém, isto, que nos últimos dias virão tempos difíceis; pois os homens serão amantes de si mesmos, avarentos, pretenciosos, soberbos, maldizentes, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, insolentes, presunçosos, amando mais os prazeres do que a Deus, tendo a aparência de piedade, porém negando o poder dela. Foge também destes homens. (2 Timóteo 3:1-5)

Simplesmente ao invés de obedecermos a ordem do senhor de fugirmos daqueles que fazem com que nossos dias se tornem difíceis, nos aproximamos deles, e permitimos que eles nos influenciassem. Quando devíamos ser exemplos, nos tornamos iguais àqueles que devíamos evitar. Quando devíamos fazer a diferença nos acomodamos, e aceitamos passivamente ensimamentos de homens maus.
Acreditamos que o “lugar do sal é fora do saleiro”, mas nos esquecemos de que sem Jesus nada podemos fazer. “Eu sou a videira; vós sois as varas. Aquele que permanece em mim, e no qual eu permaneço, dá muito fruto, pois sem mim nada podeis fazer.” (João 15:5). Acreditamos que nosso lugar “é fora do saleiro”, mas nos esquecemos que uma pedrinha de sal em um mar bravio torna-se irreconhecível, sem sabor, sem utilidade, ineficaz. Esquecemos-nos que uma brasa fora da fogueira perde sua capacidade de produzir calor rapidamente. Passamos a comprar ficado e não pagar a conta, ou melhor, deixamos Deus “pagar a conta” para nós, e contamos isto como se fosse uma benção vinda dos altos céus, enquanto damos prejuízos as pessoas.
Deixamos nossa fé se tornar um modismo qualquer. Afinal hoje em dia é chique ser Cristão. O que é difícil é pagar o preço de ser Cristão. Muitos de nossos lideres preferiram ser apóstolos, profetas, patriarcas, a quarta pessoa da trindade (se é que isso é possível, pois se for 4 deixa de ser trindade), ou o próprio Deus, querem ser super estrelas. Tornaram-se os filhos de Zebedeu de nossos dias (Mateus 20: 20-23). Mas não querem ser pastores segundo o coração de Deus, (“Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência” Jeremias 3:15) que buscam tão somente se esforçarem para se “apresentar diante de Deus aprovado como obreiro que não tem de que se envergonhar, e que maneja bem a palavra da verdade.” (2 Timóteo 2:15).
É vergonho ver que temos uma tão grande missão,

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional; e não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que proveis qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:1-2),

e que permitimos que essa missão se tornasse uma mentira em nossas vidas. Concentramos-nos mais em nosso orgulho, em nossa aparência, em sermos vistos e admirados na televisão em horário nobre, em programas de grande audiência, em nossos títulos que traz honras somente para nos mesmos, em templos suntuosos e cheios de pessoas com corações vazios, mas carentes e sedentas do amor vivificador de nosso Deus.
Nosso marketing Cristão diz que somos uma geração que louva e que adora. Vemos Igrejas abarrotadas de pessoas. Vemos eventos ao ar livre grandiosos. Vemos novos cantores, novos pastores, novas Igrejas surgindo a cada dia. Vemos pastores e cantores a todo instante na mídia. Mas não vemos vidas moldadas à imagem a semelhança do Deus verdadeiro que sonda corações e que não pode ser comprado por nossas riquezas, por nossas mentiras, por nossos desejos puramente carnais. Vemos pessoas sedentes de sinais e milagres, mas não tão sedentas por uma vida de santidade.
Não permita que a verdade de transformarmos o mundo, se torne uma mentira por meio de seus atos, de sua vida e em sua vida. Mas permita que Deus te use como instrumento de transformação, de edificação, de regeneração, “porque fostes comprados por preço (...).” (1 Coríntios 6:20) Não se conforme com o pouco que o mundo te oferece, pois "(...) olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam". (1 Coríntios 2:9)
fonte eterna graça


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